sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Vivendo e Aprendendo



Vivendo e aprendendo:
- A consideração que você reserva às demais pessoas, nem sempre elas reservam à você;
- Para cada dose de sofrimento, acompanham três de alegrias;
- Ajudar aos próximos sem esperar receber ajuda no futuro;
- Entender que há pessoas que procuram por amigos nos momentos de necessidade e não felicidade;
- Fato concreto: a primeira impressão é sempre a que fica;
- Ter sempre os mesmos temas para conversa te faz ser chato(a);
- Mandou mensagem, não respondeu: obviamente, não quer falar com você ou não se interessa pelo que você escreveu;
- Os melhores livros são sempre àqueles pelos quais você se apaixona; 
- Não espere receber mais do que você merece;
- Só porque uma pessoa é legal com você, te trata por adjetivos carinhosos ou te dispensa atenção, que ela está, de alguma forma, querendo alguma coisa com você;
- Corações partidos podem sempre ser reparados;
- Homens são diferentes das mulheres (e, não apenas no quesito físico), mas há circunstâncias que são muito semelhantes;
- Todo ser humano comete erros, portanto é inútil escondê-los - haverá sempre o dia em que virão à tona;
- Errar, assumir e oferecer sempre uma solução;
- Nem tudo o que é bonito é bom; 
- Aprenda com a história para evitar errar desnecessariamente: afinal, errar uma vez é humano, mas insistir no erro...;
E, por fim, 
- Se for julgar, que tenha argumentos suficientes para tanto. 

Observe, aprenda, decida e viva sem arrependimentos, dúvidas ou mágoas. 
A vida humana é curta demais...

sábado, 22 de dezembro de 2012

Tempestade

The rain falls beyond the walls.
The gray day neither welcomes us nor calls us into the open air.
The walls press in; the sealed window stirs unease.
Beyond, the storm awakens.
Bolts of lightning carve the sky, revealing a world wrapped in darkness—
Revealing what longs to remain unseen.
Yet the light is fleeting, a spark,
Gone in an instant, as night collapses once more
Into the starless black.
And then, a hurricane takes form.
At its heart, there is nothing to cling to,
No ground on which to stand secure.
Thus the storm rages on—
Out there, and within.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

À Espera

Vivemos em constante espera... Esperamos que os anos passem e nos tornemos mais sábios, mais responsáveis e adultos. O hoje nunca parece mais saboroso que o amanhã. O futuro tem aquele gosto agridoce, cheio de expectativa e novas chances.
À espera vemos os minutos tornarem-se horas; as horas, dias; os dias, meses; os meses, anos... E ao fim desse ciclo interminável vemos que a vida passou, extinguiu-se. Ficaram apenas as marcas de nossos pés na terra batida.
À espera de que algo libertador aconteça, acabamos deixando de lado as coisas que mais importam: as palavras que deveriam ter sido ditas, as atitudes que deveriam ter sido tomadas, silêncios não preenchidos, o toque que não aconteceu e aquele beijo que não existiu.
Vivemos à espera de mudanças drásticas, de libertação ao nosso marasmo cotidiano... À espera de que a vida valha a pena, mas a vida sempre vale à pena, se vivida de maneira gratificadora.
Estamos à espera do que? De que o mundo volte a girar? De que as horas passem e os dias sigam? 

E no fim...


O pé-de-guaco no jardim deu flores... Havia anos que não nos agraciava com as flores primaveris e com o aroma acolhedor. Parecia que previa, que desejava prestar sua última homenagem àquele que o apresentou. O chá de guaco, porém, não possui o mesmo sabor... 
As bananeiras e os cafezais há muito já não produzem ou florescem. Perderam o viço e definham à um canto do jardim. As rapaduras não possuem mais o mesmo sabor adocicado que marcou a infância perdida. Tudo perdeu a graça e simplicidade... Definhou e acabou. 
Todo o início de história possui um ponto final. Toda vida deverá um dia terminar. Toda pessoa humana irá encontrar-se no fim de um túnel de onde não se pode mais sair, onde apenas haverá uma luz a lhes guiar, deixando saudades aos que permanecem, muitas vezes, também a espera da aproximação de seu ponto final, em meio as tantas vírgulas que aparecem no caminho. 
A saudade é a certeza de que passaram entre nós. As lembranças permanecem em cada canto da memória e da casa da infância. A cada segundo ecoa o som da tosse seca, da voz rouca, do cheiro de guaco e cafezal. 
Passaram como dois guias, como os chefes de duas família distintas. Da minha família. 

RIP Vô Antonio e Vô João

domingo, 10 de junho de 2012

The Road Not Taken

 
“The Road Not Taken
Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
... Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.”

By Robert Frost

domingo, 22 de maio de 2011

Defeitos, Qualidades e Paradoxos


Quando olho-me no espelho, encontro apenas defeitos. Quando avalio minha vida, vejo apenas erros e imperfeições. Há vezes, que acredito estar certa, mas, em meio a minha certeza, sinto que há algum equívoco.
Algumas pessoas - amigas, é claro! - vêem em mim qualidades que eu não encontro. Os defeitos parecem sobressair-se mais... Parecem mais visíveis. Quando elogiam-me, sinto-me ofendida, porque, muitas vezes, não acredito, não posso receber um elogio que não me pertence, que não é meu. Tenho características que poderiam ser consideradas admiráveis, mas que considero como banais, simples.
Tenho noções de certo e errado que abalam toda a tentativa de aproximação das pessoas. Não sou daquelas que deixam-se levar pelas adulações, sou aquela que habituou-se às críticas...

Eu sou Insegura... Confiante... Mal-humorada... Humorada... Infeliz... Feliz... Chata... Legal... Inconveniente... Presente... Carente... Amorosa... Solitária... Altruísta... Fria... Carinhosa... Ausente... Presente...

Não sou perfeita... Sou um paradoxo sem fim.

domingo, 8 de maio de 2011

We learn how to live alone



One of the truest things I’ve ever heard is this: we come into this world alone, and we leave it the same way. Companionship is only borrowed—encountered along the road, from one end to the other. It comes in many shapes: family, friends, lovers… But no one is ever entirely alone.

People often ask why I am always by myself. The truth is I enjoy it. I like the quiet of my own thoughts, unbroken, uninterrupted. The greatest loneliness, I believe, is the kind that strikes when you are surrounded by people. And so I find it easier to meet life this way.

We learn solitude through trial. After stumbling so many times, I’ve discovered that the best companion is my own self. Depending on others—leaning on them, caring for them—only leads to pain when they fade away, leaving nothing but distant, scattered memories. Loneliness, by comparison, feels gentler.

That isn’t to say it is never hard. It is. Very hard. It feels like a child on Christmas morning with nothing to unwrap— as if unworthy of reward. Life grants us many gifts, yes, but not the final one, the ultimate prize.

Still, I carry no resentment. Never. I step back not out of bitterness, but because I care too much. I would rather remove myself than force my solitary presence—so heavy, at times—on those who don’t need it.

Solitude, for me, is a strategy. A refuge. A quiet harbor where I can rest, where I can hide.
Of course, I envy those who live surrounded by people and find joy in it. Of course, I would like to be among them. But that isn’t in my nature. Mine is a darker one—sorrowful, reserved, always a step apart.

So I have learned to live alone.
And I do not know if I will ever unlearn it.