domingo, 23 de janeiro de 2011

Existe


Existe a constância?
Existe o fracasso?
Existe a glória dos dias passados?
Existe?

Existe a meta a ser alcançada?
Existe a vida a ser vivida?
Existe a alma gêmea?
Existe?

Existe algo por viver?
Existe o futuro?
Existe o fim das coisas?
Existe?

Existe o pensamento?
Existe a consciência?
Existe a paciência?
Existe?

Existem as perguntas?
Existem as respostas?
Existem?

domingo, 16 de janeiro de 2011

Momentos


Todos os momentos vividos são únicos. São momentos que podem ser classificados em bons e ruins.
Os bons são inúmeros que mal podemos recordar cada um com detalhes. Os ruins, porém, nos marcam de tal forma que vivemos consumidos pelo medo de que eles possam, novamente acontecer.
Os traumas são os que mais nos marcam, os mais penetrantes. Marcam quem você será, quem você é. Você passa a se definir por aquilo que viveu, por aquele momento ruim. Muitas vezes, não pode seguir em frente e isso afeta sua vida em diversos aspectos. Passa a viver uma vida incompleta. Sente-se insegura. Sente-se infeliz.
A maneira como lidamos com os maus acontecimentos, afeta a sua visão e o modo como nos comportamos. É mais forte do que você. Por mais que nos forcemos a seguir em frente, sem nos afetarmos muito, a lembrança permanece, marcada aqui dentro.
Acabamos nos privando de outros momentos, que poderiam ser ótimos, por medo de que o mau possa ocorrer novamente, ou de que a lembrança atrapalhe e transforme um momento que poderia ser ótimo em um pesadelo sem fim.
Vivo minha vida de acordo com o que eu acredito ser o correto. Muitas coisas boas e ruins ocorreram. São fatores que ajudaram a formar a pessoa que eu sou hoje. Deixo me levar pelo que eu entendo ser o correto. Tenho meus problemas e minhas neuras. Sigo adiante. Tenho medo, claro. Mas, sigo apenas.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Lembranças


Esse poema ou semi-poema (sei lá!), eu escrevi como uma tarefa para uma das disciplinas da faculdade. É um texto que fala sobre minha irmã caçula, Glaucia, que faleceu ainda bebê, quando eu era pequena. Procurei muito e, finalmente, encontrei. Espero que gostem!!!

Não verei mais
Seus pequenos olhos infantis
Tão angelicais!
Não verei mais
Seu rosto redondo em forma de coração.
Não verei mais
Sua boca vermelha como morangos frescos
Que não pôde, ao menos, dar-me seu primeiro sorriso.
Não ouvirei mais
Seu choro lacrimoso de insatisfação;
Um som que trazia contentamente; sabia que era vida que pedias.
Não sentirei mais
Seu abraço leve e quente junto ao meu.
Não esquecerei mais
O amor que trouxeste a todos.
Não esquecerei jamais
Que trouxe uma gota de felicidade para nossa família.

domingo, 26 de dezembro de 2010

"Grito" Lila Ripoll


Não, não irei sem grito.
Minha voz nesse dia subirá.
E eu me erguerei também.
Solitária. Definida.
As portas adormecidas abrirão
passagem para o mundo.
Meus sonhos, meus fantasmas,
meus exércitos derrotados,
sacudirão o silêncio de convenção
e as máscaras de piedade compungida.
Dispensarei as rosas, as violetas,
os absurdos véus sobre meu rosto.
Serei eu mesma. Estarei
inteira sobre a mesa.
As mãos vazias e crispadas,
os olhos acordados,
a boca vincada de amargor.

Não. Não irei sem grito.

Abram as portas adormecidas,
levantem as cortinas,
abaixem as vozes
e as máscaras
que eu vou sair inteira.
Eu mesma. Solitária.
Definida.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Promessas de Ano Novo


Ouça o som dos fogos de artíficio ao longe. Agora, concentre-se na sua promessa... E cumpra-a.
Todo o ano novo, sigo o mesmo ritual: vou para a varanda a minha casa ou fico no quintal, olhando os fogos brilhando no céu. Fecho os olhos. Com toda a fé que possuo dentro de mim, eu faço promessas. A quem? A mim mesma! Não sou adepta as promessas feitas as outras pessoas. O que faço, faço por mim.

2010 chega ao fim, e eu tenho saldo positivo na conta. Cumpri todas as minhas promessas, fiz o que eu queria fazer. Mas 2011 vem aí... E promete muitas coisas boas!
Nesse Ano Novo não farei promessas. Deixarei que as coisas aconteçam, sem maiores planos e anseios. Minha única promessa é que 2011 será um ano memorável, com o dobro de coisas boas que aconteceram em 2010.

FELIZ ANO NOVO

terça-feira, 24 de agosto de 2010

The Blind Side







Assisti a um filme lindo... Categoricamente e humanamente lindo...
The Blind Side conta a história do jogador de futebol americano, Michael Oher, adotado pela família Tuohy na adolescência quando era ignorado e desacreditado por todos. O consideravam um monstro, devido ao tamanho desproporcional, e não ligavam se ele fosse uma boa pessoa, de boa índole, apesar o local de onde vinha. Essa família, que deve ser um exemplo, apostou todas as suas fichas nesse cara e ele tornou-se um dos maiores jogadores de futebol dos E.U.A.

Já nas primeiras cenas do filme, meu coração fica partido ao assistir o semblante do ator que interpreta Michael. Como pode transmitir tanta dor e tanto pesar? Como uma pessoa pode passar por tudo o que aquele pobre homem passou e manter um estado de espírito pacifico? O cara não consegue se encaixar em lugar nenhum no filme. O lugar de onde ele vem, não é lugar onde ele quer estar. A família que o adota, tem o espaço perfeito para ele. Um mãe que zela pelo bem estar dele, irmãos que o adoram e um pai que oferece o que ele necessita. É uma família que vive conforme as regras modernas, mas que abre sua vida e sua casa para um garoto estranho. Quero ter essa coragem!

A cena mais emocionante, pelo menos para mim, é quando Leigh Anne Tuohy dá um quarto ao garoto. Esse responde:
-"Nunca tive uma."
_"O que? Um quarto apenas para você?"
-"Uma cama."

O quão triste pode ficar? Uma pessoa, um ser humano que nunca teve uma cama!!!!

Esse é um daqueles filmes que você se emociona, porque você sabe que existem milhares de Michaels no mundo, aguardando uma família que os resgatem, que os auxiliem.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Amarras


Deixei para trás o que me prendia, porém as amarras continuam a prender os meus pulsos. Anseio desesperadoramente pela liberdade prometida, pelo dia em que poderei dizer que estou completa e irremediavelmente livre.

Não aprecio essa sensação de dever algo. Não suporto ter que compensar o que não foi me dado gratuitamente. Não gosto dessa sensação de viver em uma encruzilhada em que devo escolher um caminho - uma encruzilhada que não me oferece caminhos prazerosos, apenas armadilhas que me fazem sentir cada vez mais desolada e incapaz.

Desejo aprender a dizer não. Desejo não ter responsabilidades com aqueles que não possuem minha afeição. Desejo fazer o que bem entendo e não ter que me preocupar com as consequencias do que faço.

Quero viver plena e intensamente, sem dever nada a quem quer que seja. Quero viver sem ódio ou mácula, nutrindo apenas bons sentimentos. Quero viver uma vida bem vivida, sem arrependimentos e tristezas.